Time is just the ticking of the clock fading away in the past,
but memories are forever carved in the stone of our hearts...
vividly losing track of the pointers
passing by in circles around us
making us dizzy, making us faint
suffocated by the sand falling upon us
Time is an enemy that contemplates its creation
horrors that bend and break our will
slowly in unfading agony
and reckoning movement so still
Time screams so silently
that deafening voice relinquished from any sound
and in barers of bad news
it smiles and awaits for infinity's new ground
Time is just the ticking of the clock fading away in the past,
but memories are forever carved in the stone of our hearts...
Abismo de pensamentos e sonhos
...onde tudo se perde...
Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012
Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012
Somos memórias
em sonhos cor de sangue
encantados pelos salpicos,
pelo ressoar dos sinos.
as gotas que caiem,
que pintam as nossas pegadas
em suposta transparência,
em suposta calma
que nos acorda encharcados de suor.
O viajante sossegado,
O viajante de faca na mão,
a viajem mercantil diária
para vender a vida de alguém
a quem sorriu em vão.
Somos espectadores da vida
congelada em decadência
Lemos, rimos, sonhamos
e gostamos da obsolescência
que nos arrasta para a violência
que a cada dia que passa
nos intimida e nos subjuga
para a pobreza da alma insana.
em sonhos cor de sangue
encantados pelos salpicos,
pelo ressoar dos sinos.
as gotas que caiem,
que pintam as nossas pegadas
em suposta transparência,
em suposta calma
que nos acorda encharcados de suor.
O viajante sossegado,
O viajante de faca na mão,
a viajem mercantil diária
para vender a vida de alguém
a quem sorriu em vão.
Somos espectadores da vida
congelada em decadência
Lemos, rimos, sonhamos
e gostamos da obsolescência
que nos arrasta para a violência
que a cada dia que passa
nos intimida e nos subjuga
para a pobreza da alma insana.
Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2011
Ambição
Somos mar em cor púrpura,
vida densa num manto escuro
escondida na terra que treme
em ondas de um prazer obscuro.
Ofuscados pela neblina,
ouvimos vozes em sintonia,
o bater de martelos a estilhaçar, a ressoar
sobre as belas notas da sinfonia
Somos mar em terra húmida,
afogando tudo o que nada
e tudo o que nada se fez na vida,
suportando os sonhos da ambição insípida
Subindo degrau a degrau
esfregamos as asas de contentamento
cada centímetro mais perto do abismo
o fim a reluzir num cabo de tormento
Somos mar negro em água azul
dominantes, sob o anel de prata
ofuscados pela neblina nauseadora
e da inteligência que nos empata
Somos mar, somos vida, somos secura
Somos lembranças da vontade obscura
Somos mar negro em água de prata
Somos a voz que reina na sucata
Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011
Deus do Tejo
Elevando-se acima da neblina
como um Deus olhando o Tejo,
um cumprimento à manhã branca
acordar com um largo bracejo.
O Sol nas costas, a sua almofada
o nevoeiro, lençóis de seda
ao levantar da sua cama, o rio
levanta o véu sobre a alvorada
Elevando-se acima da neblina,
um Deus protegendo o Tejo,
a manhã nebulosa, branca e fria
o abraço com Lisboa num eterno cortejo.
como um Deus olhando o Tejo,
um cumprimento à manhã branca
acordar com um largo bracejo.
O Sol nas costas, a sua almofada
o nevoeiro, lençóis de seda
ao levantar da sua cama, o rio
levanta o véu sobre a alvorada
Elevando-se acima da neblina,
um Deus protegendo o Tejo,
a manhã nebulosa, branca e fria
o abraço com Lisboa num eterno cortejo.
Terça-feira, 15 de Novembro de 2011
Águas revoltas em mar tempestuoso
Ondas vibrantes sob um céu revoltante...
Espuma da maresia
embate na madeira do navio,
casco a estilhaçar
sob ventos de bravio.
Nas brumas do ódio
como bafos de ópio,
o Mar, o meu átrio
até ao final óbvio!
A tempestade abastada
acaricia as velas rasgadas
um sono inquieto a aprofundado
na realidade do navio afundado
Nas brumas do ódio,
Sob ventos de bravio
em bafos de ópio
até ao final óbvio!
embate na madeira do navio,
casco a estilhaçar
sob ventos de bravio.
Nas brumas do ódio
como bafos de ópio,
o Mar, o meu átrio
até ao final óbvio!
A tempestade abastada
acaricia as velas rasgadas
um sono inquieto a aprofundado
na realidade do navio afundado
Nas brumas do ódio,
Sob ventos de bravio
em bafos de ópio
até ao final óbvio!
Segunda-feira, 14 de Novembro de 2011
Veneza
caminhos estranhos encantados
prédios altos, podres, rasgados
pela água, e barcos requintados
Uma fantasia, um conto de fadas
uma imaginação, uma impossibilidade realizada
Casas a flutuar em água estagnada
toda uma história reinventada
Um lago salgado exuberante
Ilhas do Homem visionário e navegante
Pilares e estacas em séculos petrificantes
e o odor ressequido pelos poros inalantes
Caminhámos entre máscaras e pontes infindáveis,
Perdidos em labirintos incontáveis
De porta em porta, os transportes valsáveis
Dançando, balançando, Vaporettos abarrotáveis
Fomos nós, espectadores da praça gigante
observadores dos monumentos abundantes
Monumentos, eloquentes e sonantes
Abarcam na vista, no horizonte tonificante
De olhos fechados fortificámos a sensação
Regredimos, vivemos o passado pela nossa visão
E encantados, dançámos ao som dos barcos
a flutuar envolta da praça de São Marcos
uma imaginação, uma impossibilidade realizada
Casas a flutuar em água estagnada
toda uma história reinventada
Um lago salgado exuberante
Ilhas do Homem visionário e navegante
Pilares e estacas em séculos petrificantes
e o odor ressequido pelos poros inalantes
Caminhámos entre máscaras e pontes infindáveis,
Perdidos em labirintos incontáveis
De porta em porta, os transportes valsáveis
Dançando, balançando, Vaporettos abarrotáveis
Fomos nós, espectadores da praça gigante
observadores dos monumentos abundantes
Monumentos, eloquentes e sonantes
Abarcam na vista, no horizonte tonificante
De olhos fechados fortificámos a sensação
Regredimos, vivemos o passado pela nossa visão
E encantados, dançámos ao som dos barcos
a flutuar envolta da praça de São Marcos
Quarta-feira, 2 de Novembro de 2011
Frases de linhas tortas
Estou só nas páginas que escrevo,
sou um livro na biblioteca que mantenho,
frases que vislumbram uma conclusão
e uma palavra que reconhece o seu sentido
mas eu não tenho a certeza do que escrevo
não sei o que se pinta de negro na minha alma branca
pois as páginas estão rasgadas e eu não fui
a inteligência que sempre pensei ser...
a conclusão confunde-me,
o objectivo ilude-me,
somos partidários corrompidos
pela mente irreal que tenta corresponder.
escrevo sem saber o significado das frases
o papel distorce a ordem das palavras
fico só nas páginas que preencho
entre linhas tortas, escrevo torto
onde anda Deus nesta mensagem?
serei cego à adulação?
Deus para mim é vidro partido
bafejado de humidade liberta pelo meu caos...
e ainda penso eu que sei escrever?
que tonto eu era na época do dilúvio
com uma simples gota tentei criar um mundo,
uma obra prima que ficou por nascer
e agora choro pela inteligência que pensei ser.
Escrevo mas não sei o que escrevo
as linhas tortas ensinam-me a escrever torto
a biblioteca que mantenho está cheia de pó
e até as palavras, iludem-se no seu sentido
Sexta-feira, 28 de Outubro de 2011
Feições Mortas
Sou vida
neste tumultuoso mar de engano!
Mas os olhos cegam,
morrem, desaparece o espelho
e vejo névoa nas bocas do mundo.
Palavras por dizer
em cantos recônditos da terra,
pessoas em segredo, despercebidas
ignorantes e consentidas
caladas... em silêncio de ouro,
apenas gemidos em agonia.
Como posso ser vida
se as águas engolem tudo e todos?
Não sei nadar!
A vida afogou-me
nas teias descomprometidas e reais.
cinzento da alma que congelou,
tornou pedra e nunca mais respirou.
Sou vida?
Este tumultuoso mar de engano,
de feições desconhecidas que me seguem
repelem qualquer suspiro de vida...
Sou vida? Como serei vida
se eu não sei nadar?
Terça-feira, 18 de Outubro de 2011
Sonhos Cinzentos
O Mundo desmorona
Alcançável, inabalável
Sensatez incalculável,
Ciência desdobrável
mas o Mundo desmorona.
Sonhos cinzentos
de um futuro egoísta
Tentativa altruísta
de criar uma vida sem vida
destruir barreiras sem compreensão
um mundo novo sem cor, sem resolução
lento e sem pensamento
destacando pelo núcleo sem fundamento
Pousamos na estaca
solta sem estabilidade
Olhamos o mundo novo
em conformidade
da Humanidade
orgulhosa da actualidade
degradante e desprovida de moralidade
O Mundo desmorona
Sonhos cinzentos
numa vida sem vida
Terça-feira, 6 de Setembro de 2011
Realidade Falsa
A porta tranca o capítulo do livro,
vira a página que se pinta de negro
no meu mundo onde eu me desintegro...
O meu criador que me ignora e me ilude
e me fecha nestas paredes decrepitas
onde lutei o mais que pude
e gritei, gritei palavras anteditas.
Um fenda na porta permite um feixe de luz,
permite um vislumbre do que nada existe
falsa iluminação da minha prisão contraluz
e a maldade de uma ilusão que coloriste.
Tento espreitar, ver para além deste cegueira,
os olhos magoados e a lacrimejar
sem saída, sem porta de traseira
a realidade na mente a sintetizar,
Tento abrir, tento arrastar a porta
mas está presa nesta tortura visual
tenta-me persuadir, a visão que transporta
na loucura insana gradual
A porta finalmente trancou, fechou
e reescreveu o capitulo do livro negro
assentiu no meu mundo, aqui onde me desintegro...
Sexta-feira, 12 de Agosto de 2011
Acho tão Natural que não se Pense (Alberto Caeiro)
Acho tão natural que não se pense
Que me ponho a rir às vezes, sozinho,
Não sei bem de quê, mas é de qualquer cousa
Que tem que ver com haver gente que pensa ...
Que me ponho a rir às vezes, sozinho,
Não sei bem de quê, mas é de qualquer cousa
Que tem que ver com haver gente que pensa ...
Que pensará o meu muro da minha sombra?
Pergunto-me às vezes isto até dar por mim
A perguntar-me cousas. . .
E então desagrado-me, e incomodo-me
Como se desse por mim com um pé dormente. . .
Que pensará isto de aquilo?
Nada pensa nada.
Terá a terra consciência das pedras e plantas que tem?
Se ela a tiver, que a tenha...
Que me importa isso a mim?
Se eu pensasse nessas cousas,
Deixaria de ver as árvores e as plantas
E deixava de ver a Terra,
Para ver só os meus pensamentos ...
Entristecia e ficava às escuras.
E assim, sem pensar tenho a Terra e o Céu.
Pergunto-me às vezes isto até dar por mim
A perguntar-me cousas. . .
E então desagrado-me, e incomodo-me
Como se desse por mim com um pé dormente. . .
Que pensará isto de aquilo?
Nada pensa nada.
Terá a terra consciência das pedras e plantas que tem?
Se ela a tiver, que a tenha...
Que me importa isso a mim?
Se eu pensasse nessas cousas,
Deixaria de ver as árvores e as plantas
E deixava de ver a Terra,
Para ver só os meus pensamentos ...
Entristecia e ficava às escuras.
E assim, sem pensar tenho a Terra e o Céu.
Quarta-feira, 10 de Agosto de 2011
My Fantasy Ship
Raging through the crashing waves
Have I, my weary days
Been interrupted by this sonorous sleep
A dream, a dream from the deep
Of wind blowing through the mast and sails
Of my ship, at sea and tales
Of raging through the crashing waves.
Endless battle the woodwork craves
With water, dark as the night sky
Stars looking down, my ship passes by
The mast and sails playing with the wind
A reckoning voice, as if sinned
In cries and screams from the deep
Hands Clawing, scratching the countless sheep
Shadows and vultures from under the moon
Carrying my ship further, returning soon
As it rages through the crashing waves
In an endless battle the woodwork craves.
Holding to the helm, I master the wind
Travelling through the ocean my ship grinned,
A smirk on my face I beckoned nevermore
As I reach the calm waters on the other shore
Flowing, flying, floating and dying
The waters ripple against my ship sighing
For the journey seems to be at an end
And the sails begin to descend.
Freely looking upon the cold air
My ship settles on the shore as if in prayer
And lowering the anchor into the deep
Interrupting my long, sonorous sleep
My ship gazes upon the distant crashing waves
And weeps for the battle the woodwork craves
O Captain! My Captain! (Walt Whitman)
O Captain! my Captain! our fearful trip is done,
The ship has weather'd every rack, the prize we sought is won,
The port is near, the bells I hear, the people all exulting,
While follow eyes the steady keel, the vessel grim and daring;
But O heart! heart! heart!
O the bleeding drops of red,
Where on the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.
The ship has weather'd every rack, the prize we sought is won,
The port is near, the bells I hear, the people all exulting,
While follow eyes the steady keel, the vessel grim and daring;
But O heart! heart! heart!
O the bleeding drops of red,
Where on the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.
O Captain! my Captain! rise up and hear the bells;
Rise up--for you the flag is flung--for you the bugle trills,
For you bouquets and ribbon'd wreaths--for you the shores a-crowding,
For you they call, the swaying mass, their eager faces turning;
Here Captain! dear father!
This arm beneath your head!
It is some dream that on the deck,
You've fallen cold and dead.
Rise up--for you the flag is flung--for you the bugle trills,
For you bouquets and ribbon'd wreaths--for you the shores a-crowding,
For you they call, the swaying mass, their eager faces turning;
Here Captain! dear father!
This arm beneath your head!
It is some dream that on the deck,
You've fallen cold and dead.
My Captain does not answer, his lips are pale and still,
My father does not feel my arm, he has no pulse nor will,
The ship is anchor'd safe and sound, its voyage closed and done,
From fearful trip the victor ship comes in with object won;
Exult O shores, and ring O bells!
But I with mournful tread,
Walk the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.
My father does not feel my arm, he has no pulse nor will,
The ship is anchor'd safe and sound, its voyage closed and done,
From fearful trip the victor ship comes in with object won;
Exult O shores, and ring O bells!
But I with mournful tread,
Walk the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.
Um ano!
Os ponteiros esconderam o sinal a revelar
e o tempo passou, sem se notar o andar
da vida que tomou o caminho sem par
Leve e fresco esta nova brisa
somo os números da nova vida
na sensação refrescante e imprecisa
suavemente sou levado, encantado
pela corrente da nova cantiga que improvisa
Guardado na respiração em remoinho
O suspiro violento de que me escondo
a porta escancarada do meu moinho
mói, mói e as lágrimas secam
ao pisares as pegadas do meu caminho
Sem sombras, sem devaneios
viro-me para ti e encontrei
a vida sem sufoco sem arreios
como o fluir de um rio
pelo mundo fora sem receios.
Sem sombras, sem devaneios
Fundido ao ano invisível que passou
Ainda ontem o olhar que clareio
Deixou para trás as lágrimas do passado,
E fluimos como um rio sem receios
Sexta-feira, 5 de Agosto de 2011
Planting a Life
and watched it grow,
I have held the tree
and witnessed life sow
with it's weary wings,
so infamous and dry,
waving about angels' sing
sometimes useless and a lie.
But majestic moments seem to be
a presence within the endless sorrows,
under the cloaked hidden memory
Sorrow, and the smiles it borrows.
I have planted the seed
and watched it grow
My roots stuck in the garden's weeds
witnessing life let go.
The ultimate flight of a fairy tale
confused and fading in a final blow
whisper to me no more, hide the veil
and stand watching as life grows.
The Wild Swans at Coole (by W. B. Yeats)
The woodland paths are dry,
Under the October twilight the water
Mirrors a still sky;
Upon the brimming water among the stones
Are nine and fifty swans.
The nineteenth Autumn has come upon me
Since I first made my count;
I saw, before I had well finished,
All suddenly mount
And scatter wheeling in great broken rings
Upon their clamorous wings.
I have looked upon those brilliant creatures,
And now my heart is sore.
All's changed since I, hearing at twilight,
The first time on this shore,
The bell-beat of their wings above my head,
Trod with a lighter tread.
Unwearied still, lover by lover,
They paddle in the cold,
Companionable streams or climb the air;
Their hearts have not grown old;
Passion or conquest, wander where they will,
Attend upon them still.
But now they drift on the still water
Mysterious, beautiful;
Among what rushes will they build,
By what lake's edge or pool
Delight men's eyes, when I awake some day
To find they have flown away?
Quinta-feira, 21 de Julho de 2011
Tempo perdido
Perdi o tempo,
Perdi as horas que foram,
As horas que se enterraram na pele.
Perdi-me na encruzilhada dos ponteiros
sem descortinar minutos das horas
com os segundos a flutuar por mim.
Que lugar é este?
Afogado em águas estagnadas,
As ondas encontram casa por outras areias.
As mãos escorregadias de sonhos alterados
sou incapaz de me agarrar ao leme
e de conduzir a vida... congelo...
Perdi o tempo, as horas...
Enterraram-se na pele e congelaram,
Olhei o mundo lá fora e chorei
pelos momentos que já passaram...
Inércia
a olhar para o mundo vedado
intransponível para mim,
Aqui permaneço na inércia sem fim.
Sentado, parado no tempo,
A vida inteira passa por mim,
Pessoas caminham sem me ver,
Apenas sombras e vultos
impossíveis de entender...
Impossível de alcançar,
o Sonho que se virou doente
e a minha prisão envolvente
suspira num desespero sem par!
Acordei sem ter adormecido,
Cresci sem ter nascido...
Congelado no tempo, neste olhar
vou morrer sem ter vivido...
Terça-feira, 5 de Julho de 2011
As tuas sombras
Viste?
Os vultos no verde da relva
que assomam a tua identidade.
As sombras que dizem de ti
o que não queres falar aos outros.
Viste?
O sol desmascarou a tua realidade
a tua obscura insanidade
que tentas de forma infrutífera esconder,
que, quase sem saber
acorrentas à tua alma, ao teu ser....
Quarta-feira, 29 de Junho de 2011
Inacabado
Tentei fechar a janela mas o muro ruiu,
Tentei congelar a alma mas o coração separou,
Visto de fora sou o espirito inquieto
O tijolo que tombou a barreira do vazio
Uma barreira intransponível que prende a alma,
Levianamente o seu toque suave na pele
Desmascara a presença invisível com superior calma,
Divinamente sossegando o espírito assustado
Nas orlas brancas que antes foram dele...
Ao ver o reflexo, vejo o meu corpo inacabado
Desconhecendo a realidade alterada, vedada
Desaparecida em tempo jamais pensado.
As portas superiores abrem-se para o sossego eterno
E o passado inquieta-se sob as ondas do Oblívio
Olho para baixo, para os lençóis
Vejo a forma antes minha
Visto de fora sou o corpo quieto
A barreira tombada e a vida inacabada
Terça-feira, 7 de Junho de 2011
Quinta-feira, 19 de Maio de 2011
Falling Down
Whilst the Angels are singing
through the holes in the Sky,
Mankind is bringing
another soul do die.
Laughing like this
the tears of God will arrive,
Among the forgotten bliss
We are ready to dive.
Faking our reality
a whisper is missed
Stressing on banality
a suicide is kissed.
Beasts and vibrations
cast out from the hills
The vertigo incantation
allures to the kill...
Terça-feira, 10 de Maio de 2011
O que a religião nos ensinou
Ódio;
Fascismo;
Hipocrisia;
Egoismo;
Mensagem Cuspida;
Individualismo;
Valores despidos,
Pudores cedidos
pela ignorância
e consentidos.
Fé?
Porque não...?
Adoração
à coleira e à bata,
ornamentos de energia
cósmica e sensata,
Um ser superior
com oração de prata.
Seguidores e adoradores
de olhos vendados,
Crentes nas palavras
de juízo sem actos.
Fé?
Porque não...?
Sem regras
Não obedeças!
Enfim sós,
Alma com alma,
Sonho com Espelho,
Espectro de nós.
Não obedeças!
Caminho triturado,
Pegadas lineares,
Voz distante,
Comando desenfreado.
Não obedeças!
Enfim sós,
toque de seda
sem gostos nem segredos,
O espectro de nós.
Não obedeças!
Enfim sós...
Sexta-feira, 6 de Maio de 2011
Ignorância
Eu já fui uma criança de África...
Eu já vi as chamas,
as labaredas do nosso sentimento;
A solução que a humanidade inflama
no incêndio do mundo sem entendimento.
Já vi as crianças de África,
Já vi a sua desolação;
Eu já fui uma criança de África
sem ter essa cotação!
Já vi os comerciantes de rua,
Sorridentes a impingir bens roubados,
Já vi o artista, malabarista que flutua
alegre, de bolso vazio e os polícias incomodados.
Já vi os mendigos mendigando,
Já sublinhei a sua tristeza dizendo não;
Já encontrei a sua pobreza m'enganando,
O sonho destroçado de alguns que vão.
Já vi os refugiados sob o desabrigo da chuva,
Almas mortas à espera de salvação;
Já vi, mas tenho a visão turva,
Coração palpita mas ignoro a sua condição!
Já fui uma criança de África
sem ter essa cotação...
Desculpem-me se já vi mas não sinto,
O frio dos outros não me preocupa
A minha alma está abrigada, não minto,
Olho apenas no ecrã o meu reflexo, peço desculpa...
Eu já vi as chamas,
as labaredas do nosso desentendimento;
A isolação que a humanidade inflama
no incêndio do mundo sem sentimento!
Quinta-feira, 31 de Março de 2011
Aguardo pelas palavras,
pelas letras cuspidas
sem serem pensadas...
.....................................
Não me ocorre nada,
Apenas vazio em debandada
escorre desta mente saturada.
.....................................
Vislumbro uma luz;
uma porta ao longe no corredor escuro,
Uma ideia, um pensamento?
Tento focar; mas perdeu-se o sentimento...
Sexta-feira, 4 de Março de 2011
Quarta-feira, 2 de Março de 2011
Empty pages
The unwritten book
with eloquent blank pages,
The vague thoughts
of empty shallow poetry,
Words the descend from boredom
straight from the deserted mind...
A third eye that is blind
teaching the featherto scribble,
So just rip the pages and nibble
make them seem old and used.
A sacred and heavenly psalm
lacking in beauty or perfection
Absent in the detached pages I fill
with nothing but my forsaken redemption...
Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2011
A chuva é apenas as lágrimas que Deus liberta
quando ele olha sobre a sua criação...
Mas Deus apenas vê as coisas grandes...
apenas vê o grosso da matéria...
Não vê os pormenores, as coisas pequeninas... as coisas pequeninas que afinal de contas enchem o mundo...
O teu sorriso, o meu sorriso quando penso em ti, os meus sonhos acordados de ti...as coisas pequeninas que fazem desta sua criação uma bênção...
Mas Deus não vê isso... apenas vê o grosso da matéria, as coisas tristes...
Está sempre a chover... Deus é pessimista!
O teu sorriso e meu juntos, aquecem o mundo inteiro sobre chuva intensa! Mas Deus não vê isso...
Deus é pessimista...só vê as coisas grandes, não vê as coisas importantes...
quando ele olha sobre a sua criação...
Mas Deus apenas vê as coisas grandes...
apenas vê o grosso da matéria...
Não vê os pormenores, as coisas pequeninas... as coisas pequeninas que afinal de contas enchem o mundo...
O teu sorriso, o meu sorriso quando penso em ti, os meus sonhos acordados de ti...as coisas pequeninas que fazem desta sua criação uma bênção...
Mas Deus não vê isso... apenas vê o grosso da matéria, as coisas tristes...
Está sempre a chover... Deus é pessimista!
O teu sorriso e meu juntos, aquecem o mundo inteiro sobre chuva intensa! Mas Deus não vê isso...
Deus é pessimista...só vê as coisas grandes, não vê as coisas importantes...
Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010
Sombras
Onde está a luz?
Quem a inventou?
Passagens secretas para o exterior
que a alma desconhece.
Vidas interrompidas
sustêm a respiração.
Uns feixes de luz
nas sombras soarão
abarcando nas ondas vis
de ventos e marés na escuridão.
Os reflexos na retina encandeiam,
a visão é ofuscada
pela luz e a sua ausência,
O espectro da arte em iminência
de nascer em convivência
da alma com as sombras.
Mas uma mão agarra-me,
puxa-me, prende-me...
Um apoio cego, conforta-me
e as sombras tornam-se amigas.
A visão clareia, a luz suporta-se
o reflexo na retina suaviza-se
e no meio da cegueira, vê-se tão claramente...
Retoma-se a vida,
descobre-se caminhos secretos,
Abarca-se em ondas suaves
de ventos e marés em calmaria...
O espectro da arte
outrora tão cinzenta
e invisível nas sombras,
agora tão colorida e iluminada na alma...
Quem inventou a luz?
Eu sei quem é a minha arte!
Segunda-feira, 6 de Dezembro de 2010
Tempos de Chuva
A seguir o choro do céu,
fazem-se das minhas lágrimas
os cristais da tua face.
O desânimo crescente
nascida desta tristeza eloquente,
O rasgo que perfurou, que abriu
as nuvens e tombou
a árvore que jamais ruiu.
O Sol cinzento, molhado de mágoa
jamais aquece o solo que pisa,
Agasalhado de mantas a terra esconde-se;
Caminha-se em água gelada
e afoga-se os pés outrora confiantes...
Terça-feira, 30 de Novembro de 2010
Beautiful Grey
It's a cloudy Sun soaked in rain,
the rays blind, enduring in grey wonders..
Wounds bleeding silver drops of life
in the dark vast wilderness.
How beautiful the grey is...
The Colorless faces
of Shadows grown still,
Dreaming sensations
of rainbows on the hill.
Drowned in winter tears
that from the horizon come,
Following through the torn sky
Clear, cheerful shinings undone...
How beautiful the grey is...
The Colorless faces
of Shadows grown still,
Dreaming sensations
of rainbows on the hill.
Drowned in winter tears
that from the horizon come,
Following through the torn sky
Clear, cheerful shinings undone...
How beautiful the grey is...
Sexta-feira, 1 de Outubro de 2010
Gregoriano!
Olha-me e cegarás;
Toca-me e quebrarás;
Desafia-me e morrerás!
A tua presença insignificante fará de mim o teu mumificante,
Apenas o teu olhar de mutante na minha festa mutilante!
O teu sangue beberei por todos os poros do teu corpo,
A tua cabeça comerei na minha nova forma que encorpo...
Sou o teu mestre, o teu dominador e quebrarei a ilusão da tua vida sem dor!
A tua ilusão de superioridade será arrancada da tua carne em inferioridade.
Engolirei o teu ser assado da fogueira, e, saciarei a minha fome canibalesca num festim carnal animalesco!
I am Satan, your master!
Move but one inch;
take only one step toward me;
If you so much as look at me
I will rip your world in two...
I will spread your ashes through the raging fires of the underworld
and put your flesh to rot in the carnal barbecue that is your sickened mind!
I await for you...
Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010
Insónias (pt 2)
Uivos na noite,
Bestas nas paredes,
Monstros flutuam
pelo tecto que se afasta
e o corredor longo que se afaga.
A cama encolhe,
os cobertores destapam,
Os olhos rebolam
e os ponteiros paralisam.
O pêndulo ensurdecedor...
tic-tac tic-tac tic-tac
a ressoar na mais profunda consciência,
a enlouquecer ao som da sua exsurgência
perturbadora, das sombras da total omnipotência.
Tic-tac tic-tac tic-tac...
O inferno no mundo do avesso,
Presente apenas quando adormeço,
Nada é real e nada é fantasia
A ilusão diurna de que me escaparia
das mais perfeita tortura em escadaria,
que não sobe nem desce...
Apenas a dor que acresce
e a insanidade que floresce!
Uivos sibiliantes
de um crescendo constante,
Vidrados na mente doente
A ecoar pelas paredes absurdamente
Tic-tac tic-tac tic-tac...
O mundo do avesso,
Os olhos a rebolar
e os ponteiros a paralisar
ao som do pêndulo a abanar...
Tic-tac tic-tac tic-tac...
Uivos sibiliantes
de um crescendo constante,
Vidrados na mente doente
A ecoar pelas paredes absurdamente
Tic-tac tic-tac tic-tac...
O mundo do avesso,
Os olhos a rebolar
e os ponteiros a paralisar
ao som do pêndulo a abanar...
Tic-tac tic-tac tic-tac...
Sexta-feira, 3 de Setembro de 2010
Fantasmas da Infância
Hoje olho para a pintura,
Hoje lembrei-me...
E das tormentas vizinhas
de uma realidade obscura,
As mãos tocam no suave tecido
das memórias em secura.
Quase esquecidas, desvanecidas
das pedras basilares da existência,
As horas, os dias e anos passados
Apodrecem em molduras velhas
de um qualquer sótão da adolescência.
Mas hoje olho para a pintura,
Hoje lembrei-me...
Naquelas pegadas
despreocupadas,
O Mundo a mim pertencia,
Livre e incontrolável certeza
que assim sempre seria.
...a caminhar sobre o oceano
sem me afogar,
a tocar nas nuvens
sem me esticar...
O horizonte desprovido de lágrimas eu sorria,
Aqui ao abrigo da minha fantasia.
Hoje Olho para a pintura,
Hoje lembrei-me..
Todos temos os nossos fantasmas!
Esquecidos e enterrados;
Na mente e sempre presentes;
Felizes e contentes;
Tristes e obscuros;
Pinturas belas e coloridas;
Janelas cinzentas e enevoadas...
E hoje foi diferente.
Subi ao sótão da minha mente
E trouxe comigo os meus fantasmas.
Esquecidos e enterrados,
Felizes e contentes
Em molduras belas e coloridas
para alegrarem o meu dia.
Hoje olhei para a pintura,
Hoje lembrei-me...
Hoje lembrei-me...
E das tormentas vizinhas
de uma realidade obscura,
As mãos tocam no suave tecido
das memórias em secura.
Quase esquecidas, desvanecidas
das pedras basilares da existência,
As horas, os dias e anos passados
Apodrecem em molduras velhas
de um qualquer sótão da adolescência.
Mas hoje olho para a pintura,
Hoje lembrei-me...
Naquelas pegadas
despreocupadas,
O Mundo a mim pertencia,
Livre e incontrolável certeza
que assim sempre seria.
...a caminhar sobre o oceano
sem me afogar,
a tocar nas nuvens
sem me esticar...
O horizonte desprovido de lágrimas eu sorria,
Aqui ao abrigo da minha fantasia.
Hoje Olho para a pintura,
Hoje lembrei-me..
Todos temos os nossos fantasmas!
Esquecidos e enterrados;
Na mente e sempre presentes;
Felizes e contentes;
Tristes e obscuros;
Pinturas belas e coloridas;
Janelas cinzentas e enevoadas...
E hoje foi diferente.
Subi ao sótão da minha mente
E trouxe comigo os meus fantasmas.
Esquecidos e enterrados,
Felizes e contentes
Em molduras belas e coloridas
para alegrarem o meu dia.
Hoje olhei para a pintura,
Hoje lembrei-me...
Sexta-feira, 13 de Agosto de 2010
A nu
O espaço vazio,
Distante, afélio.
Quase invisível, incolor,
Sem se notar a dor
sob o abrigo abafador
O espaço vazio,
Inquieto, cheiro a bafio.
Impaciente, escondido,
Socialmente suspendido,
Pessoalmente esquecido
O espaço vazio,
Abrigo fugidio.
A presença imponente
da tua figura adjacente
que me devora vorazmente
O espeço vazio,
desapareceu sem vestígio.
Agora cheio de resquícios
da verdade sem indícios
de esconderijo sem vícios
O véu levantou,
a nu, o corpo e alma escutou
a silenciosa voz que acalmou,
e o abrigo insensato que derrubou.
A voz que agora incendiou
um espelho de olhares destapados
sem véu, sem amarras ou sentimentos vedados.
Sem roupa, verdadeiro e só, perante ti...
Quinta-feira, 12 de Agosto de 2010
Terramoto
Com um estrondo,
o mundo decompondo
a vida, sobrepondo
o limiar tresloucado,
do Deus abastado,
de um povo sacrificado
pelos seus pecados
e dos sonhos sagrados
Quinta-feira, 1 de Julho de 2010
Solitary Confinement
The empty room echoes
the void dancing upon shadows,
Liberation far from the meadows
flames burn in the Gallows
Hanging by the line
drowning in the deep of the Vine,
Faceless adoration to the shrine
of absence, and of a confused sign
Memories shattered in the dark
desires lit by an inner spark,
Window locked to the outside park
where light is only a birthmark
In the dark corners of the world
cowardly retreating with the body furled,
Day to night life was hurled
and rapidly blinded and whirled
The empty room echoes
the void dancing upon shadows
Where are the promised meadows?
Soul imprisioned in the burning gallows...
Quarta-feira, 23 de Junho de 2010
Momentos
Procuro sombras na noite,
Nesta escuridão envolvente
em que alguns do vocês
poderão conhecer-me ou não...
Somos todos espectadores
de uma teatro maior que nós,
mais vasto que este universo,
eternamente em evolução,
Actores por obrigação.
Esquecido por aqueles que me conhecem,
aqueles que agora se riem de mim,
deixo-me levar na maré deste palco
em ondas que engolem o meu mundo.
Terei deixado as respostas para trás?
Terei fugido propositadamente da luz?
Sem decisão ou entendimento
as minhas pernas fraquejam,
os meus olhos fecham,
a luz lentamente suspira uma última vez...
Procuro as sombras do que antes fui
nesta escuridão que agora sou.
Terça-feira, 22 de Junho de 2010
Segredo
ssshhh... Não fales,
o segredo que assopras ao meu ouvido
é meu e de mais ninguém!
A minha alma agarra o teu suspiro
e prende-o na câmara escura, esquecida,
nas paredes únicas do nosso entendimento.
O segredo que se reflecte nos teus olhos
direcciona-se apenas ao meu ser,
o meu coração respira-o, sente-o
e sente a dor de tanta beleza pura...
De tanta inocência acumulada,
rimos e choramos juntos como crianças.
Crianças numa praia à beira-mar
com os pés envoltos nas ondas
estilhaçadas na calmaria das pegadas desertas.
Quarta-feira, 2 de Junho de 2010
A minha oferta

Passei e respirei a tua presença
nos meus sonhos desconhecidos
que se revelaram apenas na tua existência.
Respirei o ar que brotas dos teus pulmões,
cheirei o teu perfume
que docemente chamava por mim...
Salpicado pelas tuas leves lágrimas
bebi a água que chora do céu
para nunca mais chover em ti...
Mas o meu abrigo é frágil,
A minha asa é curta e permeável...
Ainda queres?
Um mundo sobre gelo fino,
Inocentemente em desatino...
com o melhor sabor da vida!
Quinta-feira, 13 de Maio de 2010
Love

My fair Maiden,
bring thy soul upon me
Thy art, eye's wings
Hover over my heart
and embrace the fearful emptyness
delivering no more fear to thee...
My fair Maiden,
Gaze upon my faceless shadow,
Appease my life taunted
and wake my soul,
weary and daunted...
My fair Maiden,
Thou Are art in the reckless Oblivion,
Thou are Angelic choires
That shadow the voices of my darkest abyss,
Thou are life in my once lifeless heart...
Thou Are My Love!
bring thy soul upon me
Thy art, eye's wings
Hover over my heart
and embrace the fearful emptyness
delivering no more fear to thee...
My fair Maiden,
Gaze upon my faceless shadow,
Appease my life taunted
and wake my soul,
weary and daunted...
My fair Maiden,
Thou Are art in the reckless Oblivion,
Thou are Angelic choires
That shadow the voices of my darkest abyss,
Thou are life in my once lifeless heart...
Thou Are My Love!
Segunda-feira, 26 de Abril de 2010
Outono

No pavor da queda das folhas da noite
O sabor das pétalas ressequidas
sobre eternos campos floridos.
Rastos de campos de terra batida
em rios desaguados das chuvas esguias
O verde refrescante trocado pelo castanho doentio
Escondidos sobre as asas negras do nosso abrigo,
Cegos ao esplendor dos céus zangados,
As lágrimas que perfazem o teatro fatigado.
Se ao menos nos revelássemos
entre Almas e Ruas cá dentro por achar,
Descobriríamos a tristeza do Mundo
em nossas lágrimas a acumular...
sobre eternos campos floridos.
Rastos de campos de terra batida
em rios desaguados das chuvas esguias
O verde refrescante trocado pelo castanho doentio
Escondidos sobre as asas negras do nosso abrigo,
Cegos ao esplendor dos céus zangados,
As lágrimas que perfazem o teatro fatigado.
Se ao menos nos revelássemos
entre Almas e Ruas cá dentro por achar,
Descobriríamos a tristeza do Mundo
em nossas lágrimas a acumular...
Terça-feira, 6 de Abril de 2010
Bela arte

Porque é a arte bela
apenas quando a rosa morre?
Porque se descreve a beleza
apenas quando as lágrimas caem?
Porque se vira a página
apenas porque se sonha?
Não podia a pintura ter um sorriso?
Não podiam as palavras brilhar ao sol?
Será a felicidade um espelho da Tristeza?
Eu escrevo porque o Sol desapareceu,
Eu pinto porque a rosa morreu,
um Soneto, uma lágrima de quem sou eu...
Mas se estiver feliz, o que faço?
Quinta-feira, 1 de Abril de 2010
Leaders

Sometimes the World whispers to me,
Sometimes it tells me stories,
Sometimes it engages in falling stars
that corrupt the corruptless souls
with every leaf that touches the ground...
Nothing is sacred
yet anything is divine,
Shouting out the River's name
in songs that contemplate the brave;
the ones who think they lead
and the ones who pretend to follow!
Sometimes it tells me stories,
Sometimes it engages in falling stars
that corrupt the corruptless souls
with every leaf that touches the ground...
Nothing is sacred
yet anything is divine,
Shouting out the River's name
in songs that contemplate the brave;
the ones who think they lead
and the ones who pretend to follow!
Segunda-feira, 22 de Março de 2010
In the reach of Heaven

From ashes rises Heaven,
In a dancing reflexion
over the ground of earth.
So close to paradise
yet the unbreakable barrier
keeps us from unforgetable happiness.
When wisdom dances upon us
and we free ourselves from pain,
chains tend to remain still;
Binded, blinded and maimed
refusing to call out a name,
we reach for the clouds
stretching our hand to the insane...
and weary of thoughts, of illusion,
memories cast out of confusion,
our mind released from ashes and dreams
and paradise rises away from our reach...
All that is left, a drowning desire
still to be answered...
Quinta-feira, 18 de Março de 2010
Baloiço de Infância

Voa alto
Baloiço da fantasia,
Transporta contigo
Os Sonhos de alegria
Intemporal felicidade
em cada grão da maresia,
Ventos de liberdade
que o Mar a mim trazia
Agora num futuro tão presente
Tão diferente do que imaginaria,
Pés firmes na terra
Após as ondas da travessia
Sonhos inocentes alterados
Sobre as vibrações da sinfonia,
o Baloiço voa mais baixo
ao ritmo de uma diferente melodia
Baloiço da fantasia,
Transporta contigo
Os Sonhos de alegria
Intemporal felicidade
em cada grão da maresia,
Ventos de liberdade
que o Mar a mim trazia
Agora num futuro tão presente
Tão diferente do que imaginaria,
Pés firmes na terra
Após as ondas da travessia
Sonhos inocentes alterados
Sobre as vibrações da sinfonia,
o Baloiço voa mais baixo
ao ritmo de uma diferente melodia
Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010
Poema Épico Celestial

Minha alma, meu Anjo,
Sob as asas de Gabriel eu esbanjo
a minha forma sem forma; desaparecendo
sobre os homens escurecendo
o caminho iluminado, obtendo
a esperança de um ser sem norma
Meu guerreiro, meu Arcanjo,
Com a espada ardente eu abranjo
o mundo nas minhas costas com um grito,
uma vitória épica, não um mito
Na batalha infernal de poder
A Humanidade de asas a erguer
Meu jardim, meu Principado
A seta no meu coração espetado,
perda do amor na moldura desvanecida,
As lágrimas na tristeza da despedida,
O sol aquecendo a sensação enfraquecida.
Meu Haniel de pétalas desabrochadas
Meu sorriso, minha Virtude,
O toque de Raphael, a sua saúde
Orientador da cura divina,
A presença de Deus na pura medicina.
Sarar às chamas do Homem em ruína,
O sorriso interno da tua magnitude
Minha segurança, minha Potência
Sei que jamais mostrarás a tua ausência
Protecção contra o poder maligno,
Valor, moral, sopro indigno.
Kamael, disciplinador condigno,
Veracidade irreal da minha consciência
Minha batalha, minhas Dominações
O canto épico das minhas inspirações
Vasto e perigoso o demónio interior,
Sobre as ondas do vil corruptor,
Alma que é Réu do divino corrector,
Constante guerra com os corruptos corações
Minha possibilidade, meu Trono
Nas minhas mãos o futuro que visiono,
Anjo que junta as partículas em separação,
Aclamar ao sentido de união
Do senhor, a superior protecção
O assento que todo o ser ambiciona
Meu conhecimento, meu Querubim
Sabedoria no centro do mundo em frenesim,
Impetuosidade liberta no caos universal,
Originalidade de um mundo ideal
Raziel, guardião do conhecimento sensacional
e da Humanidade no caótico festim
Minha pureza, meu Serafim
Meu ser de corpo de cetim
A força universal da criação,
Esplendor das estrelas na tua mão
Alto, alto, o sol e lua contigo brilharão,
Uma leve brisa lustrosa no mais divino jardim
Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010
Encruzilhada

Bloqueado na encruzilhada
Opções, uma nova cartada
Possibilidades, incerteza na decisão
Receio da escolha em vão
Fantasmas do presente
Ignoram o futuro em mente
Sem o toque da sensibilidade
Repletos de segredos de vaidade
Afastando os demónios incompetentes
Procuro as direcções eficientes
As placas em branco, sem rumo
espelham a névoa; branco o fumo
Um passo em falso e tudo se perde
areias movediças aos meus pés verdes
algo palpável na névoa que cega
estrada comunicativa que sossega
Contemplo as placas brancas, sem rumo
No meio da névoa, do branco fumo
Avanço, um passo descarado
Afasto-me do presente desconfiado
Opções, uma nova cartada
Possibilidades, incerteza na decisão
Receio da escolha em vão
Fantasmas do presente
Ignoram o futuro em mente
Sem o toque da sensibilidade
Repletos de segredos de vaidade
Afastando os demónios incompetentes
Procuro as direcções eficientes
As placas em branco, sem rumo
espelham a névoa; branco o fumo
Um passo em falso e tudo se perde
areias movediças aos meus pés verdes
algo palpável na névoa que cega
estrada comunicativa que sossega
Contemplo as placas brancas, sem rumo
No meio da névoa, do branco fumo
Avanço, um passo descarado
Afasto-me do presente desconfiado
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